Nunca me esqueça

Tenha-me, ao menos, na lembrança
como um presente de Iemanjá,
que, naquela noite estranhamente encantada,
me levou até você,
que na praia me esperava.

Esqueça-se nunca de mim,
nem que me tenha como nada.
Nada que lhe faça bater tão forte o coração,
a ponto de, até mim, mover-se
para beijar-me a testa,
antes de dormir.

Sei do seu cansaço,
dos seus objetivos
sempre maiores,
mas apenas lhe peço:
esqueça-me nunca.

Naquela noite,
a brisa jogava-me aos seus braços,
enlaçando-nos num terno amasso.
E, assim, por todos os tatos
em nossas almas digitalizados,
eu de você nunca me esquecerei.

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4 Comments Add yours

  1. Olá, Cássio, meu querido amigo e irmão de alma!
    Amigo especial, que a vida resolveu levá-lo desse nosso chão potiguar.
    Hoje, você está distante, em outras terras, desenvolvendo suas atividades através dos conhecimentos adquiridos. E, resolveu, agora, fluir com seu novo dom, o de escritor.
    Digo, novo, mas esse dom, certamente, você já o trazia ao nascer!
    Muito belo o seu escrito! Amei!
    Saudades!
    Beijos no coração!

    Liked by 1 person

    1. Albanita, muito bom revê-la, mesmo que ciberneticamente. Muito obrigado pelas palavras carinhosas. Muitas saudades. Beijos.

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  2. Helia diz:

    Lindo poema Cassio!!!

    Liked by 1 person

    1. Fico contente por você gostar do poema, Hélia. Obrigado pela visita. E volte sempre!

      Gostar

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