Sábado, ele foi à praia e encontrou-se. O sol, o mar, a areia, a brisa, o seu corpo e a sua alma, o espaço livre, aberto e infinito. Ele pouco se recordava de tais sensações. Esteve ali, atado a si mesmo.

“Homem na praia”, by Cássio Serafim, Portugal, 2015.

Tudo ele adiou: as leituras; a revisão dos capítulos da tese; a busca de editais; os e-mails pessoais… o planejamento do futuro. Há tanto tempo, ele desconhecia isto: ser a prioridade dos seus compromissos.

Sábado, ele agendou o presente sem arrependimentos. Poderia, contudo, ter sido outro dia.

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