O Vento

O vento
jogando-se,
espalhando-se,
perfumando-se
como folhas outonais,
como aromas primaveris,
como embriaguezes pluviais,
como uma mão fálica e aveludada e invasiva e perseverante
de movimentos incessantes e progressivos e voltívolos,
cadenciados e até… furtivos.

O vento vem-se em mim,
por dentro, afagando-me,
ao todo, usurpando-me,
por fim, fecundando-me.

O vento tem-me no fundo
alojado 
sementes
a germinar.

Anúncios

4 Comments Add yours

  1. Silvana Câmara diz:

    Cássio, durante a leitura passou por mim, vindo de uma janela que pouco venta, uma brisa descabida! Bom presságio, lindo poema!

    Liked by 1 person

    1. Fico contente que tenha gostado do poema, Silvana. Aproveite a brisa e o cabimento! Obrigado pela visita e volte sempre! ;-D

      Gostar

  2. Inspirador e sensual. Lindo poema! Bons ventos o trazem.

    Liked by 1 person

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s