O vento
jogando-se,
espalhando-se,
perfumando-se
como folhas outonais,
como aromas primaveris,
como embriaguezes pluviais,
como uma mão fálica e aveludada e invasiva e perseverante
de movimentos incessantes e progressivos e voltívolos,
cadenciados e até… furtivos.

O vento vem-se em mim,
por dentro, afagando-me,
ao todo, usurpando-me,
por fim, fecundando-me.

O vento tem-me no fundo
alojado 
sementes
a germinar.

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4 pensamentos sobre “O Vento

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