10 Comments Add yours

    1. Anísio, mais uma vez, muitíssimo obrigado pela partilha e ajuda na divulgação. Abraço grande.

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      1. Gosto muito do que vc escreve. Divulgarei sempre. Posso?

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      2. Esteja sempre à vontade. 😀

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  1. Acho que o facebook vai organizar uma petição online contra o tal médico. Que curioso!! Ele não tem medo… 😛

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    1. Murilo, seria interessante pensar essa cena do Facebook. Afinal, o Facebook tem medo até de um peito que amamenta. Então, não duvido que “caçassem” o tal médico (ou que cassassem os seus direitos de clinicar) e a mim também. 😀

      Obrigado por partilhar o texto no Facebook! Ajuda-me a divulgar e a interagir com leitores possíveis, digo, aqueles/as que se encontram fora da blogosfera, já que eu estou fora do Facebook. Obrigadoooo…!

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  2. Cássio, os teus problemas com os médicos persistem. 🙂

    Li o teu texto três vezes, com intervalo, e andei a pensar. Claro que o ler várias vezes nada tem que ver com a dificuldade de compreensão, mas sim com a vontade de agarrar melhor vários aspectos.
    Vou elencar o meu comentário por pontos, independentemente de estarem ou não ligados. Questões que me ocorrem, é isso.

    1 – A curiosidade excessiva, médica ou não, sobre o comportamento sexual, é coisa que me aborrece terrivelmente. E explico já que denomino de excessiva quando ela não está na mesma medida de outras informações que têm que ver com a saúde e bem-estar. Salvo, quando tal se justifica, quando se trata de um problema de natureza sexual.
    E aborrece-me terrivelmente porquê? Porque eu não gosto que o sexo seja banalizado, também ao nível do discurso, que continua a ser tão utilizado para ferir, indo ao nervo da intimidade. Por vezes, o sexo que se presume que alguém tenha ou não, é utilizado para escavar ou como arma. Dou um exemplo passado comigo. Uma vez, assim a fingir que é como quem não quer a coisa, um homem meu conhecido disse-me: “Isso de andares a treinar tanto no ginásio deve ser falta de sexo.” Correu muito mal. Para ele, claro. Porque teve que se sujeitar a ouvir uma série de coisas para o pôr no sítio, a que foi anexada a proibição de repetir tal parvoíce.

    2 – Relativamente a um paciente que se queixa de dores na lombar, pernas e nalgumas articulações, é difícil de entender que o interrogatório seja tão insistente na questão sexual. Alimentação, exercício físico, posições adoptadas frequentemente… Não interessa?
    Já lá vão muitos anos que um médico, já falecido, me contou que costumava indagar os doentes, mais os homens, sobre a vida sexual e tirava ilações sobre a frequência que diziam ter relações sexuais. Foi uma coisa que nunca me saiu da cabeça porque a especialidade não levaria a que no primeiro impacto tal fosse determinante e porque tais ilações me parecem perigosas e desinteressantes.

    3 – O que é uma vida sexualmente activa? A sério, expliquem-me.
    Até o google anda às aranhas para amanhar algo de jeito.
    Tanto se fala da parte de tomar iniciativa e, claro, lá vêm essas categorias de activo, passivo, participativo. Como se fala do número de vezes que se tem relações sexuais, isto começa logo a cheirar-me a contabilidade a juntar aos activos e passivos dos livros de mercearia, como até se fala do número de parceiros ou interesse em mais que um.
    Só uma curiosidade que ainda não entendi neste universo contabilístico: a masturbação conta ou não? Mais: a masturbação, se contar, conta na mesma medida se praticada a sós como na presença de outrem?

    4 – A não ser em consultas da especialidade de ginecologia e obstetrícia, nunca fui questionada sobre a minha sexualidade, embora tivesse falado dela noutra especialidade porque quis e na medida em que quis e julguei precisar.
    Por acaso já tinha imaginado um cenário de um médico a perguntar-me se sou sexualmente activa. Pedir-lhe-ia que me definisse o conceito e aproveitaria para tentar esclarecer as dúvidas do ponto 3.

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    1. Isabel, fazes-me enxergar pontos que estes textos – alguns deles, por vezes, escritos sem muita pretensão para além do registo narrativo – podem abordar. Gosto muito da tua leitura.

      Raramente a sexualidade é o centro das minhas consultas médicas, mas, infelizmente, dessa vez o foi. Digo-te raramente porque não descarto aqueles momentos em que se faz mais do que necessário tocar no assunto. Concordo contigo: algumas pessoas intentam usar a sexualidade como arma para atingir e desmoralizar outrem. Quando isto me acontece, eu tento usá-la como arma de defesa, de resistência e como recurso discursivo para desmascarar o profissional preconceituoso e despreparado que se encontra à minha frente. Realmente penso que há muitos médicos despreparados para lidar com o ser humano, com a complexidade deste.

      Quanto ao médico que citaste, fiquei curioso por saber que tipo de ilações ele fazia a partir das informações fornecidas pelos pacientes. Seria possível que o seu interesse na vida sexual dos seus pacientes fosse uma estratégia para (não) enfrentar algum problema pessoal ou para (não) se dedicar à própria vida sexual?

      Quanto à masturbação, também não sei se especialistas a consideram na hora de qualificar uma vida sexual como activa ou não. Interessante ponto levantaste, pois, por vezes, um indivíduo pode satisfazer-se sexualmente muito mais com a masturbação do que quando acompanhado.

      Quanto ao comentário feito por um homem conhecido teu, acho muito bem que lhe tenhas posto no devido lugar. Um tanto grosseiro, agressivo e machista o comentário do rapaz. Que ideia é essa que algumas pessoas têm de pôr sexo no centro de tudo e de todos? E ainda o fazem de modo indevido, gratuito e até nocivo ao próprio sexo.

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      1. Cássio, primeiro quero deixar bem claro que o caso que citei apenas chega por mim a uma plataforma de acesso público porque se trata de alguém morto e mesmo assim sem qualquer tipo de identificação. Nos meus escritos, quer em postagens como em comentários, o que existe como alusão a alguém de verdade (pois, há personagens que invento e que se podem a assemelhar a pessoas do meu mundo real) é sempre com consentimento.
        Tive necessidade de dizer isto para afastar qualquer eventualidade de pensamento associado a devassa.
        Sou muito escrupulosa, esquisita mesmo, com estas coisas. 🙂

        E tenho a dizer-te que és perspicaz.
        Ao longo do tempo, e porque não foram conversas em contexto de consultório, apercebi-me e tive a confirmação de que existiam problemas pessoais dessa natureza, que nunca foram ultrapassados por motivos associados a uma educação muito rígida e ao ‘estatuto’ advindo da pertença a uma classe social considerada alta. Do ponto de vista sociológico é muito interessante estudar casos como este, que afinal continuamos a encontrar, embora com roupagens diferenciadas.
        Perguntaste-me pelas ilações. Pelo que me apercebi, o assunto girava muito à volta da frequência e da iniciativa por parte do homem. Uma vez por mês não é nada, todos os dias é tara, com o período por amor de deus (uma rejeição que continua a admirar-me em homens da minha idade, alguns claro), uma ou duas vezes por semana parece que cai bem… Como te disse no primeiro comentário estas contabilidades aborrecem-me. Para mim, nada disto é compatível com uma vida afectiva saudável, que preenche, que se importa com o desejo. O sexo não é para fazer, como se de uma empreitada se trate. O sexo é para acontecer.

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      2. Isabel, disseste bem: “O sexo é para acontece.” Gostei da crítica comparativa à caderneta de bodega, de mercearia. 😁

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