Poema do anojamento


nem alegrias
nem tristezas:

aquando
juízes trabucam como
atalaias e verdugos
a mercê dos imperialismos,
aparentemente caducos, mas,
a todo o momento,
de sobreaviso para o bote
(e sempre há a chande de mais um,
do próximo golpe.);

aquando
magistrados tramam
ódios contra
os pobres,
os oprimidos,
os subalternos e
os seus parcos representantes;

aquando
togados se convertem
nos mais vis
comissários da desordem;

aquando
os da Justiça pelejam
para encarcerar
a esperança.


anojamento.

 

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